Aids: falta de informação e preconceito são os principais problemas

Robertinho (à direita) traz assistido pela Associação para dar depoimento

A Aids não é uma doença contagiosa nem transmissível; e o que causa a doença não é a relação sexual nem a transfusão de sangue.  Por mais absurdas que possam parecer essas afirmações elas estão corretas, conforme afirmou Roberto Geral da Silva (Robertinho) em palestra realizada nesta sexta-feira, 1º de

Funcionários da holding prestigiam o evento

dezembro, Dia Mundial de Combate à Aids, na sede da Microcamp em Campinas. “O que causa a Aids é o vírus HIV, esse sim, é transmissível e contagioso. E a maior arma contra a Aids é o conhecimento”, esclareceu Robertinho, fundador e presidente da Associação de Apoio a Portadores de Aids Esperança e vida, entidade com sede em Campinas.

Segundo dados apresentados por Robertinho, cresceu em 53% os casos de Aids entre jovens no Brasil. Faltam, segundo Robertinho, políticas públicas de esclarecimento. “O brasileiro é especialista em futebol, em novela, mas não sabe nada sobre saúde”, pontuou.

A evolução no tratamento contra a Adis reduziu a mortalidade. Mas as consequências da infecção ainda são a principal causa de morte entre seus portadores. Sem contar os efeitos colaterais da medicação, entre os quais oq eu mais matam são cirrose hemática medicamentosa e hepatite.

Apesar dos coquetéis de medicamentos aumentarem a sobrevida dos portadores de Aids, a doença ainda é incurável e fatal. Porém pode ser evitada. E a prevenção pode ser feita por meio de educação, da informação e da conscientização, segundo Robertinho.

Por isso é muito importante conhecer as três vias de transmissão do vírus HIV; sexo (vaginal, oral ou anal), sangue (transfusão, acidentes e drogas injetáveis) e de mãe para filhos (na gestação, no parto e amamentação).

O uso da camisinha é imprescindível, mas é preciso ficar alerta que não é 100% seguro. Seu grau de proteção é de até 69%. Mas na prática nem todo mundo usa. Muita gente acha que porque tem parceiro fixo não precisa usar, só que não fazem exames antes de abrir mão do preservativo.

A palestra contou com o depoimento de um portador de Aids assistido pela Associação Esperança e Vida. Ele contou como contraiu o vírus, o desenvolvimento da doença, o sofrimento por que passou e alertou que  se tivesse tido a oportunidade de ter informações não teria sido vítima da doença.

Ao final, Robertinho ressaltou que por melhor que seja o tratamento que recebam, os portadores de HIV e Aids precisam de muito amor, solidariedade e respeito. “Ninguém contrai o vírus da Aids ao cumprimentar, abraçar ou beijar socialmente um portador de HIV e Aids, é preciso acabar com este preconceito”.

 

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