Microcamp entrega certificado de informática a jovens da Associação Anhumas

Curso foi ministrado gratuitamente através de projeto social 

Jovens do Instituto recebem certificado da Microcamp
Diploma em mãos: momento de comemorar

Quarenta e quatro jovens com idade entre 12 e 17 anos, da Associação Anhumas, em Campinas, receberam , no último dia 1º de fevereiro, certificado de conclusão do curso de informática que fizeram gratuitamente durante o ano de 2018. Os jovens foram beneficiados pelo projeto social “Informática para Todos” mantido pela Microcamp. O objetivo do projeto é tornar o ensino da informática acessível a estudantes carentes da periferia da cidade e prepará-los para o mercado de trabalho.

As aulas foram ministradas em laboratório montado na própria associação, que atende crianças e adolescentes das comunidades: Cafezinho, Gênesis e Vila Moscou, na região leste de Campinas. Tem por finalidade contribuir para o desenvolvimento social e educacional de crianças e jovens de baixa renda, com idades entre 6 a 24 anos e suas famílias e proporcionar a consequente melhoria de qualidade de vida.

Na oficina de informática, os alunos foram iniciados no mundo digital: aprenderam digitação, como criar e-mail, usar a internet para consultas e estudos, e ainda os módulos do sistema operacional Windows 8 como Word, Excel, Power Point, manutenção preventiva, redes sociais, Outlook, Acess e Publisher, que vão prepará-los para o primeiro emprego, afinal são módulos utilizados em qualquer empresa, independente da área de atuação.  Foram 110 horas de aula e no final cada jovem apresentou um projeto de conclusão do curso.

O curso foi ministrado pelo professor Guilherme de A’mico, da Microcamp. A empresa também forneceu todo o material didático e o diploma, validado pelo diretor acadêmico da Microcamp, Helder Hidalgo.

Projeto completa 25 anos

O projeto da Microcamp existe desde 1994. Ele é itinerante, já foi implantado em mais de duas dezenas de instituições (entre escolas estaduais, entidades assistenciais e ongs de Campinas), trabalhando sempre com a população carente da cidade. Com isso já beneficiou cerca de 15 mil adolescentes e jovens, sem condições de frequentar uma escola particular de informática e que engrossam a fileira dos chamados excluídos digitais.

Num país em que 42% da população ainda não tem acesso a computadores – segundo pesquisa da Ipsos Brasil – projetos de inclusão digital como o “Informática para Todos”, mantido pela Microcamp, tem feito diferença na vida de muitos jovens; promove a inclusão digital, eleva a auto-estima e prepara-os para o mercado de trabalho.

Onde o projeto está

Atualmente, além da Associação Anhumas, mais duas entidades em Campinas estão sendo  beneficiadas  pelo projeto: 

Instituto Paulo Freire – Entidade privada, sem fins lucrativos, que trabalha desde 2007 com crianças e adolescentes com idade de 06 a 15 anos, em diversas oficinas – como música, apoio escolar, cidadania e informática. Além de mantê-los ocupados e fora das ruas, essas oficinas possibilitam o desenvolvimento da sociabilidade e da criatividade, fortalecendo o respeito, a solidariedade, a potencialização da família como unidade de referência, e os vínculos comunitários.

Sociedade Pró Menor – Cuida de crianças carentes de Barão Geraldo. Tem por objetivo despertar nas crianças e adolescentes a consciência de cidadania, suas responsabilidades e o desejo de ser membro ativo para tornar a sociedade mais justa.

Histórico

O projeto Informática para Todos foi criado em 1994, em parceria com a então Delegacia Regional de Ensino, para atender estudantes das regiões mais carentes de Campinas, oferecendo-lhes cursos de informática gratuitos, promovendo assim, a inclusão digital e melhor preparo para o mercado de trabalho. Ao mesmo visava contribuir para diminuir a evasão escolar, a repetência, e manter os alunos afastados das ruas e dos perigos que isso representa para os jovens, como o contato com drogas e em alguns casos, a marginalidade.

Depois o projeto estendeu-se para outra camada da sociedade como a Associação Campineira de Recuperação da Criança Paralítica, onde foi mantido por dez anos, (de 1996 a 2006).  Esta instituição atende crianças e jovens com diferentes deficiências, mas, principalmente, com má formação na medula que compromete os membros – e paralisia cerebral. Não há medicamentos nem operações que possam curar uma paralisia cerebral, mas o uso de recursos terapêuticos e tecnológicos avançados, como a informática, mostrou-se eficaz na melhora dos seus efeitos.

O projeto é itinerante, e desde que foi criado, já foi implantado em várias instituições beneficentes e escolas da rede estadual de ensino de Campinas. A iniciativa já possibilitou a cerca de 15 mil jovens fazerem um curso de informática.

Decorrente da experiência na Casa da Criança Paralítica, a Microcamp estendeu seu apoio até a cidade de Paulínia, onde ministrou cursos gratuitos de informática para deficientes auditivos.

Na esteira desses projetos sociais, também foram oferecidos cursos para pessoas portadoras de deficiência, no Centro Educacional Especial Síndrome de Down – CEESD.

Em 2002, a Microcamp estendeu os cursos de informática também para os pacientes da Associação de Apoio a Portadores de Aids Esperança e Vida, em Campinas.

O trabalho realizado junto a deficientes permitiu à Microcamp, a partir de 2004, exercer o papel de formadora de educadores para atuar nas Escolas de Informática para Cidadania – EICs, montadas pelo CDI Campinas, Comitê de Democratização da Informática, visando a inclusão digital e social da pessoa portadora de deficiência.

Em 2010, o projeto  foi implantado na Creche Bento Quirino que, em suas duas unidades, atendia, em média, 400 crianças na faixa etária de 2 a 12 anos e suas respectivas famílias com o objetivo de minimizar as situações de vulnerabilidade e risco social nas quais estão submetidas.

Em 2011, o projeto fez parceria com a Associação Anhumas Quero Quero (AAQQ), que atende cerca de 150 crianças e adolescentes das comunidades de Vila Brandina, Jardim Itatiaia, São Fernando e Paranapanema, na região Sul de Campinas. Já o Anhumas, dá assistência a 150 crianças e adolescentes das comunidades: Cafezinho, Gênesis e Vila Moscou, na região leste de Campinas.

Em 2016, foi a vez do Instituto Paulo Freire de Ação Social ser beneficiado pelo projeto. E desde 2017, estão sendo beneficiados também a Associação Anhumas Quero Quero (AAQQ) e A Sociedade Pró Menor Barão Geraldo.

 Muito além da informática

Equipe de basquete sobre rodas: apoio da Microcamp
Basquete sobre rodas: conquistas e troféus
Presença da Casa da Criança Paralítica

Além do ensino de informática, a Microcamp também se dedicou a outros projetos sociais. Por cinco anos, por exemplo, patrocinou a impressão do jornal Gente Ciente, publicação voltada aos interesses de pessoas portadoras de deficiência. O patrocínio a equipes de basquete sobre rodas é outro exemplo, pois desde 1998 a Microcamp e por vários anos, apoiou essa atividade. A princípio com o GEDAI – Grupo Esportivo Deficiente Ação e Integração e, depois com a GADECAMPGrupo de Amigos Deficientes e Esportistas de Campinas.

Formandos da Casa Esperança e Vida

Com estas iniciativas, a Microcamp acredita estar desempenhando um papel fundamental no desenvolvimento da sociedade, porque são ações que se revertem em melhorias para todos, não apenas aos que são beneficiados diretamente. Para a Microcamp, um povo com acesso à educação, esporte e cultura, tem mais chances de crescer profissionalmente, mais oportunidades na vida e menos probabilidade de incorrer para o mundo do desemprego, das drogas, do crime.

Veja aqui como foi a experiência do projeto no Projeto Anhumas Quero Quero.

 

 

 

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