MC Indica: Histórias em Quadrinhos

Histórias em Quadrinhos

Estavam com saudades das indicações de Histórias em Quadrinhos? Nosso designer Bruno Cruz tem novas indicações para esse mês. Confira abaixo!

Chegou aquele dia do mês que eu tanto gosto…  Vamos falar de histórias em quadrinhos novamente? Espero que estejam gostando das indicações que tenho deixado para vocês.

Este mês, eu gostaria de voltar os olhos para duas histórias em quadrinhos, que são ganhadoras de prêmios internacionais e que figuram na lista de melhores leituras dos mais renomados veículos de imprensa.

E mais uma coincidência de ambas as leituras: são baseadas em fatos, relatam acontecimentos históricos e são contadas a partir de pessoas que realmente participaram dos eventos.

Isto posto, vamos às indicações:

PERSÉPOLIS

Marjane Satrapi nos abre a porta de sua casa, com apenas dez anos de idade, para entendermos a revolução que acontecia no Irã, em 1979. Sua família, mais progressista e politizada, se opunha às várias sanções trazidas pelo regime militar. O véu islâmico se fez presente, venerar ditadores na escola era obrigação, enquanto nas ruas o povo criava seus próprios mártires. Foi neste cenário de rebeldia externa e interna que ela se viu obrigada a mudar de país e viver novas experiências e culturas.

É uma história sobre descobertas pessoais, sobre empatia e sobre como a história se repete seguidas vezes, em diferentes locais do mundo, em épocas distintas.

Persépolis ganhou o prêmio de revelação e melhor roteiro no Festival d’ Andoulême (o maior festival de quadrinhos do mundo), recebeu a honraria francesa de Chevalier des artes et de letres e entrou recentemente para a lista de melhores livros do século, segundo a Guardian.

Fonte: Blog da companhia.

MAUS

Talvez essa seja a história que mais li na vida. Maus é uma história única. Daquelas que faz rir e chorar.

Eu sou apaixonado pelo tema da segunda guerra e talvez esse seja o melhor relato que já vi distribuído em mídia. Mas sem me antecipar, vamos contextualizar.

Maus (“rato”, em alemão) é a história de Vladek Spiegelman, judeu polonês que sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz, narrada por ele próprio ao filho Art Spiegelman.

Nas tiras, os judeus são desenhados como ratos e os nazistas ganham feições de gatos; poloneses não-judeus são porcos e americanos, cachorros.

Esse recurso, aliado à ausência de cor dos quadrinhos, reflete o espírito do livro: trata-se de um relato incisivo e perturbador, que evidencia a brutalidade da catástrofe do Holocausto.

Spiegelman, porém, evita o sentimentalismo e interrompe algumas vezes a narrativa para dar espaço a dúvidas e inquietações. É implacável com o protagonista, seu próprio pai, retratado como valoroso e destemido, mas também como sovina, racista e mesquinho. De vários pontos de vista, uma obra sem equivalente no universo dos quadrinhos e um relato histórico de valor inestimável.

O livro é considerado um clássico contemporâneo das histórias em quadrinhos.

Em 1992 o livro ganhou o prestigioso Prêmio Pulitzer de literatura. A obra é um sucesso estrondoso de público e de crítica. Desde que foi lançada, tem sido objeto de estudos e análises de especialistas de diversas áreas – história, literatura, artes e psicologia.

Fonte: Quadrinhos Na cia.

Ambas as indicações são facilmente encontradas em sites de venda de livros ou livrarias espalhadas pelo país e possuem valores acessíveis.

Espero que gostem 😉

Bruno Cruz

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